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Envio de Matérias para Publicação

Um tema que tem tomado conta dos noticiários de São Paulo nas últimas semanas é a ocupação que tem ocorrido nas escolas do estado devido à proposta de reorganização no ensino. Uma parte da população demonstrou apoio aos estudantes envolvidos nas manifestações, porém, outra parte se colocou contra.

A proposta

O governador Geraldo Alckmin fez, recentemente, uma proposta de reorganização escolar para o Estado de São Paulo. Com ela, as escolas seriam separadas por ciclos únicos, ou seja, os alunos seriam divididos por idade e série. A justificativa do governo, após estudos do meio educacional, é que essa iniciativa teria como retorno uma melhora no desempenho dos estudantes e das instituições. Dessa maneira, ao invés das escolas terem vários segmentos estudantis, com várias séries em uma mesma unidade, ela passaria a ser responsável por apenas um ciclo, e seus alunos atuais de ciclos diferentes seriam remanejados para outras unidades. Porém, com essa reorganização, cerca de 94 escolas que são hoje ativas seriam imediatamente fechadas.

A resposta dos estudantes

Apesar da proposta ter em vista o aumento do desempenho das instituições, muitos pais e alunos se colocaram contra a decisão, pois com isso, muitos estudantes que já criaram vínculos com suas escolas atuais seriam transferidos para outras unidades. Tal medida poderia causar a super lotação das escolas, que já hoje, passam por processos críticos de administração. Com isso, alunos de várias unidades de ensino fundamental, como a E.E Fernão Dias Paes, localizada no bairro de Pinheiros, ocuparam as escolas como forma de protesto à proposta.

A decisão do Ministério Público

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo e o Ministério Público entraram com uma ação na justiça contra o governo do estado na última quinta-feira (03/12), pedindo assim que a reorganização não fosse implementada e que os alunos continuassem normalmente nas escolas que foram matriculados no início desse ano. Com essa ação e com a pressão da população, o governador Geraldo Alckmin suspendeu a reorganização escolar, por enquanto, e afirmou que no próximo ano irá dialogar com os pais e alunos da rede de ensino estadual para que seja feito um diálogo mais profundo sobre a proposta.

Para saber sobre mais propostas e implementações do governo, fique atento aos posts do E-Diário Oficial.